quarta-feira, março 12, 2008

Chaga do meu ser

Sinto-me a perder-te coração
Que te esvais a cada segundo
O viver perdeu a emoção
Devanear por este mundo.

Estou esgotado do viver,
Enfastiado com o destino.
Já não sei se hei-de morrer
Ou ceder ao desalinho.

Ó meu fardo, és pesado,
És a chaga do meu ser
Acordar, reviver o passado
E o nada a acontecer.

Eu anseio por partir
Para o eterno da lembrança
Quero o termo do existir
Meu limite da esperança.

domingo, fevereiro 17, 2008

Gritos... meus gritos

Ouço gritos desoladores
A pairar à minha volta
De quem são, não faço ideia
Serão meus, quem saberá.

Lavo as mãos no desalento
Que ficou em meu redor
Olho o céu, contemplo a noite
Contemplo a morte a chegar

Ilusões, quem não as tem
São o mote da existência
E esses gritos tão molestos
Que não param de ecoar.

O cigarro vai ardendo
E reflicto sobre o agora
Conclusões são utopias
São certezas de outrora.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Consciência


Quis dizer ao céu "até um dia"
E partir p´ra lá da consciência ,
Mas fechou-se a porta da magia...
Ficou a verdade da ciência.


Sempre acorrentado a ilusões,
Vivo acanhado no destino
Para lá do mundo das noções
Perto do eterno desalinho.


Vivo por viver, é ironia
Vivo a pedir o Fim a Deus
Vivo à procura de alegria
Vivo na iminência dum adeus.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Deus dos Infelizes

Ó Deus dos infelizes
Queria ser eloquente
Discorrer na noite fria
Revelar-me intimamente.

Ter em vultos a justeza
Deste mundo de enganos
Ter a voz da equidade
Para dormir eternamente

Anjo Negro dá-me a Lua
Ladeada de suspiros
Dá-me o brado de revolta
A querença de findar.

terça-feira, dezembro 18, 2007

domingo, dezembro 09, 2007

Vil Lembrança em Delírio


Vil lembrança em delírio

desta ausência de paixão

quando eu era divino

e o era o coração.


Estou tão fraco a lamentar

pela vida que não tive

pelo sonho à beira mar

E a memória que revive


Fosse tudo o belo grito

como o corvo que lamenta

Ter-te-ia, ó infinito

com a dó que m´alimenta.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

quarta-feira, novembro 07, 2007

Versos Brancos

Ó saudade desses dias
em que Sol era mentira
Ai Saudade da ironia,
do existir sem aparência.

Queria tanto recordar
desse lobo que não fui,
Pendurado à incerteza
Do existir em agonia.

Foi-se a luz da minha noite
embalada no teu pranto
E sem ela sou ausente
do existir sem existência.

Na tristeza sou eterno
como a estrela que não brilha
Quem me dera a inocência
Do existir em amargura

domingo, outubro 28, 2007

Luz da Lua


À luz da lua somos todos viajantes

Nessa demanda que limpa os sentidos;

Dos poetas, indigentes... bandidos

dos Lobos - Eternos amantes.






sábado, outubro 20, 2007


Esta dor que me consome

de poeta que não dorme,

de criança no vazio,

em eterno calafrio.


Esta dor de não te ter;

esta dor de só te ver

Dá-me a morte, dá-me a vida...

Dá-me a sorte esquecida.

sábado, outubro 13, 2007


O poeta que não sente

é o amante que não mente,

Na mentira está a verdade

e o sentir é a saudade.


Esta prosa foi perdida,

jaz no túmulo esquecida,

foi-se em versos doutro tempo...

encurtou o pensamento.


Sofrer por sofrer é amar

e no amor vive o odiar

Só que o ódio cai sozinho,

sentimento mais mesquinho.


O sol queimou as vestes

dum poeta sonhador,

dum poeta amargurado,

a esperanças agarrado!

terça-feira, outubro 09, 2007


Ups

Insustentável incerteza do existir

Eco dum rugido desesperado

És fim deste sonho de amor

O inicio da paixão outonal.

Meu amor invertido e amargo

Saudade duma vida que vivi

Ai realidade, meu fado pesado

Insanidade, meu trágico destino.

quinta-feira, outubro 04, 2007

Atroz vacuidade do espirito

Atroz vacuidade do espírito

Demência que chama por mim

Embalo que tive e que quero

Certeza que choro no fim

Infinito pintado das trevas

Ondas dum sonho irreal

Presença, eterno delito

Amarga saudade ao luar.

sábado, setembro 29, 2007

Aparente Partido Político


Esta é a "pequena má" imagem do segundo maior partido português e maior da oposição.

quinta-feira, setembro 27, 2007

O canto do Espelho

A um canto do espelho vive a imagem que há em mim. Atormentada pela certeza da sua inconstância, pede aos céus que a protejam desta imensidão de sofrimento...

quarta-feira, setembro 19, 2007

God creation

Criação divina,
corpo de diabo.
Criação imaculada
sonho de maldade
Alma de anjo
Corpo de gente.

terça-feira, setembro 18, 2007

:(

Tenho medo,
Tanto medo de te perder
Medo que vás para sempre
E me deixes à vontade de morrer.
Sinto-o, amor,
A mudança do teu olhar,
A ausência de paixão,
escondendo-se no agir.
Pensei que a dor se fosse
Levada na maré
E o sol me iluminasse…
Mas não foi.
Ficou para me lembrar
Da inconstância do meu ser;
Do medo de ficar só.
E uma faca percorre o peito
Sem ordem para parar.
Corta, fere, queima
Dilacerando-o lentamente.
Estou imóvel
Parado na incerteza dum fim.
Não resisto
E insisto p´ra que continue.
Já fui anjo abençoado,
Agora sou demónio acorrentado,

Ser maldito que existe em solidão.
Trás o fim
e dar-te-ei a minha vida.

sábado, setembro 15, 2007

I need a dream

I need a dream
to forget my reality.
A dream of illusions
A drop to the madnees.

Make me believe
in the feelings i´ve created
Offer me a wish
to fullfil my thoughts.

Sad eye i have
like waters from the past,
Waters i once loved
Floods of my tenderness.

But now i am nothing
like the wind in my chest
I`m the dream of a sorrow...
the desire of death.